As primeiras impressões do pai

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Bom. 

Mas que raio de coisa, começar um texto com um tão despretensioso: “Bom”, mas feliz ou infelizmente, foi a primeira palavra que me ocorreu quando carreguei a imagem que acima vos aparece e me preparei então para dar início a este texto. 

Foram 2 meses de segredos, de “não contes a ninguém que ainda não é oficial”, de expectativas, de frustrações, de roupa que deixou de servir e outra tanta que teve de se comprar. “Como é que eu vou fazer para não se notar? Achas que já se nota muito? Esta camisola esconde. Esta tapa. Este vestido também! Estou farta de usar leggings. Tenho saudades de vestir calças de ganga”. E tanto mais…

Por exemplo… A Ana passou a dormir com um exército de 3 almofadas que a deixam com a cabeça a um nível tão elevado que o simples gesto de a tentar alcançar para lhe dar 1 beijo de boa noite se transforma agora numa espécie de exercício de escalada livre, tal não é o tamanho da torre de almofadas que tenho ao lado da minha cabeça. Se dúvidas pudessem existir, a fotografia abaixo passará a explicar aquilo de que falo.

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Este é só um exemplo das “dificuldades” que tenho atravessado, mas há mais! Ai podem ter a certeza que há mais e ainda a procissão não saiu do adro da Igreja. Outra das coisas de que tenho sentido igualmente falta é dos abraços enormes e prolongados que me dava a minha mulher. Pendurava-se no meu pescoço, literalmente. Ora, com esta barriguinha absolutamente maravilhosa a coisa tornou-se ligeiramente mais complicada. Asseguro-vos que o aumento do perímetro abdominal é já assinalável, e dá origem àquilo a que chamo de “abraços de pato”! Rabo espetado e “bico” para a frente! 

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Também a tosse nocturna se juntou indescriminadamente às nossas noites. O que é isto da tosse nocturna? É um tipo de tosse que existe quase em exclusivo entre as 0h30 e as 07h00 da manhã, e que serve essencialmente para me dificultar a tão habitualmente simples tarefa de adormecer… A isto em nada ajuda a limitação de medicamentos ao clássico Ben-U-Ron… Resultado, a Ana está com tosse há quase 1 mês!  

Isto é apenas um primeiro e pequeno exemplo daquilo que são as transformações que têm chegado aos nossos dias, às rotinas, aos hábitos e inconsciências conscientes de que gostamos sobejamente. 

São mudanças que a mim me vão divertindo bastante e à Ana a vão, aqui e ali, importunando e arreliando, mas que, regra geral, têm sido olhadas com os nossos olhos, com os olhos com que olhamos para tudo o que vivemos juntos. Ou seja, temos vivido estas primeiras semanas com alegria, boa disposição, paciência, gargalhadas intermináveis, conversas surreais, projecções embevecidas, sonhos e planos para tudo o que nos falta da vida.

Temos tempo. Temos medo. Temos vontade. Temos sobretudo a certeza daquilo que nos move. A tremenda e incessante busca da felicidade. E essa felicidade tem acompanhado cada um destes magníficos e brilhantes dias pelos quais temos passeado airosamente. 

Daqui para a frente a aventura e a trama prometem adensar-se e as alterações também prometem somar-se umas atrás das outras. É oficial! Estou nervoso. Ansioso. Baralhado. Mas estou tremendamente encantado!

Até já! 

O Pai… 

Já vai.

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