O balanço de 3 meses… escrito por 4 mãos

Ora vamos então tentar aqui fazer um resumo resumido daquilo que foram estes 97 dias da nossa bebé. Como não temos tempo para chamar a imprensa cá a casa, e como somos os 2… jornalistas, resolvemos fazer o seguinte: A mamã entrevistou o papá e o papá entrevistou a mamã. E depois misturámos tudo, com as quatro mãos e… aqui fica o resultado.

Pergunta o papá:

Qual foi assim a coisa mais parva que te perguntaram desde que foste mãe?

Foram várias, confesso, mas uma das melhores talvez tenha sido a célebre “ainda é só maminha?” ou “tens leite?”. Apetece-me logo responder qualquer coisa do género “não, eu à noite dou-lhe bife com batatas e ovo a cavalo” ou então “era para ter leite, mas afinal saiu vinho”.

De que é que mais gostas na nossa filha?

Do sorriso fácil de manhã. Do olhar profundo que me faz enquanto está na maminha.

Qual é a parte mais difícil de estar sozinha com a bebé quanto eu estou a trabalhar?

A noite. Sem dúvida. Sempre foi, aliás. Ao contrário do que muitas mamãs dizem, consigo tomar banho enquanto estou sozinha em casa com ela, consigo até fazer refeições quase “normais”. O mais dificil mesmo é quando chega a parte de a adormecer sozinha depois da maminha da noite. Sinto que ela sente muito a tua falta. Será possível?

Qual é o teu maior medo?

Sem ir muito além no tempo, o meu maior medo neste momento está no dia em que ela vai para a creche (que está para breve, infelizmente). Tenho medo que não saibam cuidar dela como eu sei, como nós sabemos. Tenho medo que ela chore e que a educadora, como tem outros meninos, não lhe possa dar a atenção ou o colinho de que ela precisa. Tenho medo que ela se engasgue e ninguém repare porque são 8 bebés na sala. Tenho medo que ela tenha medo e eu não estou lá…

Ser mãe é tão ou mais incrível do que aquilo que sempre imaginaste? Porquê?

Acho que é mais. Mesmo. Quando estava grávida, imaginava estes dias… pensava em como seria, se seria capaz de cuidar dela, se seria boa mãe. Hoje tenho a certeza que sou a Melhor Mãe que ela podia ter. E sinto-me GRATA e INCRÍVEL por ser Mãe dela. Só por ser. Olho para ela a crescer e emociono-me. E concordo inteiramente com o pediatra: estamos a fazer um óptimo trabalho com a nossa bebé. Obrigada papá!! 🙂 Obrigada por seres o Melhor Pai e o Melhor Marido. Assim tudo fica mais fácil.

Pergunta a mamã:

Qual foi para ti o momento mais complicado de gerir até agora?

O cansaço extremo do primeiro mês em que dormimos muito pouco. Mesmo muito pouco. Sei que agora temos uma filha santa que dorme a noite toda e que há muito boa gente a ler isto a pensar que os filhos não dormem por nada desta vida… (toda a minha solidariedade para convosco) Contudo, a privação do sono alia-se à exaustão, à falta de paciência e à inexperiência e o cocktail é de loucos. Discutimos, ficamos frustrados, apavorados, mas aquilo que somos como casal permitiu que conseguíssemos manter a sanidade mental. Mas sim, o primeiro mês foi esmagador, mas teve coisas tão lindas. Até a relação especial e demasiado próxima que estabeleci com os cocós da pequenina… =)

O que destacas de positivo/negativo nestes 97 dias?

Positivo – A experiência, toda ela. É avassaladora. Esmaga-me o pensamento. Entorpece-me as ideias que não conseguem andar muito longe de vocês, dos sonhos em família, do futuro, dos desejos e expectativas; A sorte de termos um bebé de Verão, de podermos ir à praia, comer gelados à noite, passear à beira-rio pela manhã, ou pelo fim da tarde, jantar com amigos, maravilha.
Negativo – Ter de trabalhar durante esta fase. Custa muito sair de casa com a clara sensação de que vou perder imensa coisa e ainda agora ela nasceu… Já estou a “faltar” e ainda agora é… agora. A vida é mesmo assim. O nosso país tem as regras que tem. Mas, humanamente, é-me difícil, sim. Bastante difícil.

A ideia que tinhas da paternidade coincide com aquela que estás a viver?

Sim e não. Sim, porque era isto mesmo. Não, porque é muito maior do que alguma vez imaginei. É a sensação mais avassaladora e incrível que já tive a sorte de experimentar em 33 anos de vida. Saber que tenho uma filha. Que não tardará muito para começar a ouvir a palavra pai… que não tardará muito para que possa falar com ela e mostrar-lhe o mundo para onde quis que ela viesse.
É um orgulho, uma honra, uma tremenda responsabilidade, mas é um prazer e um sonho de que não quero acordar nunca!

Qual o teu maior medo nesta fase?

Não tenho nenhum grande receio. Estou tão absorvido pelo papel de pai, de marido, de pilar de uma família que agora cresce que nem tenho tido tempo de ter medo do que quer que seja. Quero apenas que ela esteja bem e que tu estejas feliz. É isso que se passa, logo, não tenho medo de nada.

Até agora, de que te orgulhas mais no teu papel de pai?

Orgulho-me de tudo isto. De ter crescido. De ter lutado muito para ter chegado aos dias que hoje por nós passam. De ter construído a minha própria família. De ter conta do meu próprio caminho. De ter escolhido o caminho profissional que me faz sentir realizado e feliz. De ser o Homem que quis e quero ser. De ser o teu companheiro. De saber que contas comigo e que precisas de mim. De saber que queremos a mesma coisa, que a nossa filha cresça rodeada de amor, de carinho, de amizade, de verdade, de sinceridade, de harmonia, de compaixão. Longe da anormalidade que afecta mais de metade da população mundial. Quero ouvir da boca dela que tem o melhor Pai do mundo! Nesse dia, nesse dia saberei que estou no bom caminho.

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