Cuidar de nós no pós-parto

Sim, também é importante. Vivemos para os nossos bebés mas, nessa vivência intensa, também precisamos de cuidar da nossa mente e do nosso corpo. E eu sei bem do que falo, depois de um trabalho de parto longo e que exigiu muito de mim, sobretudo fisicamente.
A ML está quase a completar 10 meses. E 10 meses depois descobri o que é a Osteopatia e os seus benefícios. Andei aí umas 3 semanas com uma dor horrível (MUITO horrível) na zona das costelas. Doía-me a respirar, a falar… e a pegar na bebé ao colo nem se fala. Calhou, nessa altura, ficar ligeiramente constipada, o que significa que espirrava várias vezes e… de cada vez que espirrava nem vos digo nem vos conto. Parecia que paralisava… a dor era tão intensa que ficava sem ar!!!
Tomei ben-u-ron e Brufen 400. Chamei o médico a casa. Tive um primeiro diagnóstico de costelas fracturadas. Fui novamente ao médico. Segundo diagnóstico de que era tudo muscular – este sim, acertado! Fiz um raio-x de urgência só para confirmar que não era mesmo fractura e… foi-me depois sugerido que parasse de amamentar para poder tomar todos os relaxantes musculares do mercado. Recusei. Parar de amamentar estava fora dos meus planos. E, sim, a dor que sentia era muito, muito grande, mas certamente que muitas de vós me compreenderão. Amamentar não é uma questão de capricho. É um acto de amor, de dedicação, de cumplicidade. E a minha filha ainda depende de mim nesse sentido. E também eu dependo desses momentos em que somos só nós. Ela gosta da maminha da mamã e a mamã gosta que assim seja. E enquanto for assim nas nossas vidas, está tudo bem e é para continuar 🙂

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Foi aqui que decidi expor o meu caso num grupo de mamãs espectacular ao qual pertenço há já uns largos meses. A maioria sugeriu que procurasse uma alternativa à terapêutica tradicional (para poder continuar a amamentar) e foi precisamente aqui que me recomendaram uma consulta num Osteopata. Uma das mamãs lembrou-me, e ainda bem, que no centro onde fiz o curso de preparação para o parto – o Instituto4Life – havia essa especialidade e lá fui eu. Marquei de um dia para o outro praticamente, tal não era a urgência. As enfermeiras foram impecáveis e encaminharam-me logo para a Inês, uma profissional 5 estrelas que me pôs “tudo” no sítio em 2 sessões, sendo que na primeira sessão já saí de lá a respirar melhor.
Nem vos passa pela cabeça o que se passava neste corpinho: uma costela que saiu do lugar, duas vértebras inquietas que decidiram rodar para outro lado, espasmos no diafragma… e NÓS, nós por todo o lado! Nós ou bloqueios, como agora aprendi a dizer 🙂
Desbloqueada a situação, fui a uma terceira sessão para ver se ficava mesmo a 100% e se a Inês poderia fazer mais qualquer coisinha para me aliviar a tensão no pescoço e ombros e as dores de cabeça que de vez em quando surgiam e que eu atribuía SEMPRE ao cansaço. Saio de lá LEVE, mas LEVE.
E não, malta, não é muito caro e vale cada euro, acreditem. O trabalho destas pessoas é valiosíssimo e evitou, no meu caso, que tivesse de parar de amamentar para me encharcar em medicamentos. Estou feliz com a decisão e com o resultado. Em boa hora procurei ajuda!

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Se alguma de vocês estiver com o mesmo problema, não deixem passar o tempo. É um conselho que vos dou. Até o simples gesto de colocar a minha bebé para mamar me fazia chorar de dores. E tudo isto me deu uma lição fundamental: há que pensar SEMPRE nos nossos bebés, claro, mas também no nosso bem-estar. Até porque temos de estar bem para cuidar deles! Caso contrário, não conseguimos. Não da mesma forma!

Bom fim-de-semana! 🙂

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