Vamos falar de maminhas? (ou então não!)

Quando descobri que estava grávida, e quando decidi que queria amamentar, nunca pensei que chegaria tão longe. Passou-me pela cabeça desistir. Tinha as maminhas em ferida, a ML não fez logo bem a pega e, estupidamente, não pedi ajuda. Além disso, desde que nasceu e nos primeiros 2 meses, sempre foi uma bebé muito “preguiçosa” para mamar, adormecia pelo meio e quando acordava queria mamar o que não tinha mamado, naturalmente. Foram tempos difíceis. Chorei, chorei muito. Sempre com o Martim a dar-me apoio e o conforto possível, o que foi e tem sido fundamental em todo este caminho. Sinto que houve dias em que não me levantava do sofá ou da cama… eu e ela, sempre agarrada a mim.

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10 meses depois, posso dizer-vos que tem sido uma experiência maravilhosa. Que me transformou e transforma enquanto mulher. Não vos consigo descrever o que sinto enquanto amamento, mas sinto-me feliz e leve. Em muitos dos dias, cansada, claro. Mas feliz! E temos um pediatra super pró-amamentação e, acima de tudo, pró-bebé e pró-mamã. Para ele só faz sentido continuar se a mãe também estiver bem. Caso contrário, há outras alternativas. E, felizmente, nós estamos bem! Portanto, enquanto assim for, enquanto for bom para ambas, é para continuar! Sim, a Nonô não janta sopa e fruta. Apenas mama. E dorme a noite toda? Sim! (Shiuuuuu, que isto não se pode dizer muito alto, mas desde os 2 meses que ela dorme a noite toda!). E não, não pede sopa e fruta em vez de mama. Que também já ouvi esta! Pede mama. Quer mama. Gosta de mama. E fica saciada com a mama. Usei demasiadas vezes a palavra mama?
Já dei maminha em vários sítios e nas posições mais estranhas. Já dei maminha no carro, na praia, na piscina, no chão, à mesa, na igreja (no baptizado dela e com a bênção total do pároco! lol), no hospital, em restaurantes, esplanadas… eu sei lá! Era onde fosse preciso. E continua a ser!

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E é extraordinária esta ligação que criei com a minha bebé! É uma sensação tão bonita que dói 🙂
E atenção a isto:
Não sou melhor nem pior por amamentar!
Não sou melhor nem pior Mãe!
Sou a Melhor Mãe que a minha bebé podia ter!
Sou a Mãe que sempre quis ser. E a amamentação sempre foi o meu desejo desde o início. O facto de ter conseguido chegar até aqui deixa-me feliz!
Quem me conhece, sabe que não gosto de extremos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, como se costuma dizer. E acho que é por isto que tem corrido tudo tão bem! Porque há equilíbrio!
E mais que equilíbrio, é preciso hoje muita força de vontade e coragem para amamentar. As pessoas à nossa volta não ajudam. São muitas as pressões e são muitas as perguntas: “para quê?”, “porquê?”, “ela ainda precisa?”, “não estás farta?”, entre outras. Fico incrédula. E fico ainda mais incrédula quando a maioria dessas perguntas vem de mulheres, e de mulheres que já foram mães. Porque quando vêm de mulheres que ainda não o foram, confesso que dou o desconto, vá. Agora… come on! Vamos lá ser razoáveis e deixar em paz as maminhas alheias. Combinado?

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