O nosso fim-de-semana prolongado em Roma

A primeira viagem de avião a 3 para a Madeira, quando a Leonor tinha apenas 11 meses, deixou-nos com muita vontade de repetir a experiência. Eu e o Martim oferecemos a nós mesmos esta segunda viagem como presente de aniversário e, claro está, a pequenina não podia faltar à festa.

Fomos numa 5ª feira de manhã e regressámos domingo e agradecemos muito o facto da Ryanair não nos ter cancelado o voo 🙂 A viagem para lá foi um bocadinho mais agitada, porque a Leonor, uma vez mais, acusou a pressão da altitude e os ouvidinhos não perdoaram. Mama, biberão da água, chucha… fizemos tudo para a ajudar, com um bocadinho mais de calma do que na primeira vez. Ao mesmo tempo, os 2 caninos que já estavam a querer romper há uns dias decidiram vir cá para fora e ela passou os 4 dias agarrada à boca e a implorar por coisas frias (confirmaram-me depois que é muito normal isto acontecer numa viagem de avião). Ao fim de algum tempo, lá conseguimos que ela dormisse uma horinha ao meu colo. Eu passei pelas brasas e o Martim continuou a ler o seu livro.

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Chegámos a Roma. Ciampino. 13h00. Hora local. Demos o almoço à Leonor e comemos também alguma coisa no aeroporto. Íamos fisgados com o táxi directo até ao hotel mas um acidente no centro da cidade trocou-nos as voltas. Tivemos de apanhar um autocarro CHEIO e, depois, o metro que não tem elevadores em todas as plataformas. Resultado: pega na bebé, fecha carrinho, pega no carrinho, desce escadas rolantes, abre carrinho, mete a bebé. Isto com duas malas de viagem atrás e o saco dela ao ombro. Bom, lá nos safámos e lá chegámos ao destino.

A Nonô surpreendida com as pessoas e a Língua. Pagava para ler os pensamentos dela 🙂 E aqui começa a nossa aventura! Os nossos dias eram passados na rua. Quando se viaja com bebés tão pequenos, há sempre o receio de “e onde vai ela dormir a sesta?”, “e o que vai comer?”. O truque? Ligar o descomplicómetro. Foi o que fizémos nesta e na viagem anterior. E acreditem que se estivermos calmos e descontraídos, os nossos bebés assim vão estar. A Nonô dormiu todas as sestas na rua, no carrinho, e comeu quase sempre na rua. Há sempre lojas onde podemos comprar iogurtes, quiosques que vendem fruta… enfim. E, depois, claro, levámos connosco umas frutas daquelas de beber e uns queijinhos e umas bolachas. Ao almoço e ao jantar comia do nosso prato. Nós mudámos ligeiramente as nossas horas de refeição – para mais cedo – e a coisa correu lindamente 😉

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Num dos dias pagámos 12 euros e meio por uma sopa!! DOZE EUROS E MEIO. Se a sopa era boa? Era óptima. Mas DOZE EUROS E MEIO… bom… depois lá nos deram uma explicação que português que é português pergunta tudo sem vergonhas! É que a sopa em Roma é servida num prato enorme – confere -, que dá para uma criança comer e 2 adultos provarem à vontade – confere -, e tem legumes do melhor e sem serem todos “passadinhos a ferro” (para quem ainda precisar, eles trituram claro!). Bom, isto para vos dizer o quê? Se viajarem com bebés e quiserem pedir sopa, vejam o preço para não vos sair um feijão pelo nariz! lol

Só íamos ao hotel para tomar banho e trocar de roupa e… rua!! A Leonor neste intervalo via os desenhos animados italianos e ligava várias vezes para a recepção 🙂

Rua… para conhecer mais um pouco da cidade e, claro, começar a pensar no jantar. Geralmente, a pequenina adormecia depois de comer ou quando estávamos quase a chegar ao hotel. Quando assim era, vamos confessar, dávamos meia volta nos sapatos, e continuávamos a nossa caminhada… e lá ia mais um geladinho artesanal! 

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A Praça de S. Pedro e o Coliseu foram os 2 locais que mais me marcaram. São ambos lindíssimos e carregados de História e de histórias. E olhar e sentir isso é… fantástico! O nosso hotel era muito, muito perto da Praça de S. Pedro, pelo que na última noite ficámos na zona para jantar e tirar mais umas fotografias.

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Percorremos em média 15 quilómetros por dia. Andámos que nem loucos porque, para nós, não há melhor maneira para conhecer uma cidade. Adorámos e, sem dúvida, Roma faz já parte da lista de cidades para voltar.
E quando, a somar ao sítio maravilhoso e à oportunidade de viajar, a nossa bebé dorme a noite toda mesmo fora do seu ambiente, o que dizer? Que somos, de facto, uns sortudos. Por isso e por poder conhecer o Mundo e poder também dar à Leonor um bocadinho desse Mundo!

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Agora… agora já estamos a estudar a próxima escapadela… a três! 🙂

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