Andamos há 3 semanas a dormir mal. O que é que isso tem de especial?! Eu explico.

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É muito simples. A nossa filha dorme – sem acordar – uma média de 11 horas por noite. Seguidas. Sem tirar nem por. Sim. Eu sei que fomos bafejados pela sorte… Já disse que ela dorme 11 horas seguidas? Ok. Era só para ter a certeza  que prendia a vossa atenção.
Dizia que sabemos perfeitamente que fomos agraciados com a mais incomensurável das dádivas, a de termos sempre – ou praticamente sempre – noites de sono descansadas. Verdade. Aboslutamente verdade.
Mas de há 3 semanas a esta parte que a normalidade que fazia parte do período sagrado do nosso descanso, foi abruptamente interrompida. Ou seja, andamos a dormir mal há 3 semanas e isso causa mossa!

Sim, como dizia há pouco temos mesmo muita sorte. E nem mesmo o facto de a Leonor funcionar como um relógio suíço e acordar todos os dias à mesma hora, quer se deite às 19:30, às 20:30 ou às 21:30, acorda invariavelmente entre as 06:20 e as 6:45. Todos os dias. Não há cá respeito pelo fim-de-semana ou por outra coisa qualquer. Já dormi que chegue agora vamos brincar. Quero lá saber se estiveram acordados até às tantas. Azar o vosso. Eu já dormi. Sou o centro do vosso mundo. Por isso toca a acordar.

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Aleatoriamente durante os dias da semana escolhe um dos dois e de seguida começa a chamar por nós já em pé, de cabelo à frente dos olhos, à espera que algo aconteça.

Sou sempre eu que a vou buscar durante a noite. Já aqui o disse. Por estar mais perto da porta e porque, desde que ela nasceu, sempre fiz questão de ser eu a ir lá buscá-la. Durmo com o intercomunicador na mesa de cabeceira e assim, quando ela acorda eu acordo logo de seguida. E é muito bom que assim seja. Agora, quando ela adoece, a coisa muda completamente de figura.

Nas últimas 3 semanas já teve a sua dose e ainda nem sequer chegámos ao inverno. Bem sei que as estações intermédias – a ver vamos até quando é que vamos usar esta expressão – são as mais dolorosas, em particular, se forem como está a ser este verono… Mas dizia eu que nas últimas três semanas já teve sua dose: foi o vírus pés+mãos+boca, que a reteve em casa durante 1 semana. Melhorou e voltou à escolinha na semana seguinte. Sol de pouca dura. Ficou com um princípio de bronqueolite… catrapimba. Mais uma semana em casa. E nós a fazer das tripas coração. Afinal de contas, trabalhamos os dois, na mesma empresa, e faltar é chato… para todos nós.

A semana que se seguiu foi, toda ela, passada em casa. Eu estava de serviço na Web Summit e tive de andar a fazer noites e manhãs, a dormir 2 horas por noite, para ficar em casa com ela de manhã. A Ana teve de faltar 1 dia ao trabalho… esta gestão nunca é fácil, sobretudo para quem, como nós, tem as duas avós ainda ao serviço do país.

Esta semana foi à escola mas tem sido isto: tosse horrível, litros de ranhoca, compressas para limpar o nariz, lenços de papel, rhinomer, aspirador nasal, aerossóis, soro fisiológico, atrovent, bepantene para hidratar a pele do nariz… e assim se passam os dias e as noites, senhores, as noites, ai as noites…
com uma média de 3 a 4 horas de sono, têm sido muito complexas. Dizer complicadas seria admitir a “derrota” e… não, filha, estamos muito cansados mas não baixamos os braços e sabemos que há quem passe o tormento de não ter uma noite digna desse nome durante 2 e 3 anos… mas por aqui, na nossa humilde escala, o problema é este: andamos a dormir muito mal e isso tem efeitos naturais nos dias e nas noites. Ficamos mais cansados. Por vezes a paciência não está nos niveis onde devia, especialmente entre nós, e isso, isso pode ser uma grande chatice se o casal não for capaz de se perdoar mutuamente pelas parvoíces que se vão dizendo em discussões que se dão única e exclusivamente devido ao estado de exaustão a que chegamos com tantas noites de sono interrompido.

Conselho prático para eles e para elas à guru do bem estar: ignorem as respostas tortas. Frias. Que vos parecem a coisa mais horrível do mundo. Horrivel é a falta de sono. O resto é só estupidez e passa tão depressa como chegou.

(De volta ao texto e abandonando os conselhos à guru)

O maravilhoso no meio de tudo isto é a energia e vivacidade que a nossa menina apresenta diariamente. E olhem que já dei por mim a marcar golos de cabeça ao final da tarde, com ela ao meu colo enquanto vemos juntos mais um episódio da Patrulha Pata – um must do dos nossos dias! – enquanto ela, já de olhos a pestanejar devagar, vai acompanhando tudo e dando pequeninos beliscões na minha mão.

Aos 18 meses, que completa no dia em que este texto é publicado, dá conta dos dois a brincar. Espécie de poço de vida que espanta e enternece só de olhar. Só de pensar que é minha. É nossa.

É uma criança meiga, doce, intensa! Muito intensa! Extremamente intensa. Desde que nasceu! Graças a Deus. Agora que começou a dizer na perfeição Pai e Mãe, é ouvi-la a chamar por nós estridentemente de cada vez que desaparecemos da frente dos seus olhos. Jesus. Que intensidade. Que fúria de viver! Assim é completamente impossível que não me apaixone por ti a cada olhar que te deito, meu bem. Sim, até mesmo quando estás com ranho já a chegar ao queixo e alças das costas da mão para o limpar, deixando na cara um rasto semelhante ao de um caracol, que se estendo do queixo até à testa e que se prolonga para o cabelo. Até aí te amo, te amamos com uma força incomparável e infinita

Não pode haver nada nesta vida mais bonito do que ver e ajudar um filho a crescer! Não pode não… Não há!

Para mim, não há!

O Pai.

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