Perceber a magia do Natal pelas reacções e palavras (ou tentativa de palavras) de uma bebé de 19 meses

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Tentar definir o Natal é um exercício de impossibilidade cósmica. Não há definição de Natal. Natal é o que cada casa quer que seja. O que cada família gosta de fazer, de comer, de beber, de dizer, de falar ou calar. Impressionante é tentares perceber a magia do Natal através das palavras (ou tentativas de palavras) e sobretudo, através dos olhos sequiosos de novidade e de experiências da tua bebé. Por isso, este texto visa precisamente tentar explicar-vos a magia deste 1º Natal “a sério” através da suas palavras (e das coisas que se assemelham a tal) e reacções.

Pela primeira vez tivemos um Natal interactivo, se assim se pode dizer, a três. A Leonor está crescida. Inteligente. Tremendamente comunicadora e comunicativa. Filha de jornalistas. De comunicadores. De pais que já escreveram livros. De um pai que é obcecado pelas palavras, pelo seu sentido. Pela sua correcta utilização. Talvez se possa dizer que seria de esperar que ela gostasse de comunicar. Talvez. Talvez haja de facto essa natureza comunicadora dentro dela que a faz ser tão genuinamente engraçada na sua aprendizagem das palavras, de significados e na forma como os deve usar para obter respostas às suas solicitações. 

A Leonor é uma criança muito meiga, extremamente meiga e extraordinariamente confiante. Destemida. Mexe em tudo. Quer tocar e ver tudo. Devora o mundo com aqueles olhos enormes com que olha para tudo desde o primeiro dia da sua vida. Absorve e olha-nos com os olhos todos para perceber o que lhe estamos a tentar dizer.  

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No dia em que montámos a árvore de Natal ficou radiante com as luzes e com os efeites da época. Começou a cantar a sua canção preferida – os Parabéns – à árvore de Natal (é isto todos os dias) e ao fim de 10 minutos fui dar com ela a meter as luzes dentro da boca e a tirá-las da boca. E depois ria-se a olhar para mim. Só porque sim. Só porque o mundo é pequeno demais para conter tanta curiosidade. 

Estávamos bastante expectantes para ver como é que ela reagia este ano às prendas, ao Natal, à sala decorada, ao penduricalho da porta da rua, às luzes de Lisboa. E não podia ter sido mais comovente vê-la a absorver e a encantar-se com tudo isto. Sem com um “uaaaauu” pronto ao virar de cada esquina, ao desembrulhar atento de cada prendinha. Não há como não usar diminutivos quando escrevo sobre a Leonor. Não consigo. Fomos à Vila Natal em Óbidos, foi um primeiro Natal a sério em cheio. Com tudo o que tinha direito.

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Lá em casa temos a tradição de esticar o Natal até não podermos mais. 
Talvez seja por isso que a árvore de Natal chega a ficar montada até final de Janeiro. Por isso, não esgotamos todos os cartuchos no dia 24. Geralmente levamos apenas 1 prenda para casa dos meus sogros – uma para cada um dos três, claro – e deixamos o resto para abrir em casa. Até porque temos um costume – eu e a Ana – de oferecer várias prendas no Natal e nos aniversários. Assim a alegria dura muito mais!! =) 

Agora que o Natal já se vai afastando e tornando numa nova e ainda fresca e saborosa lembrança e o novo ano está mesmo ao virar do pano, penso nele já com o carinho e com a alegria daquilo que foi o 1º Natal a sério da minha bebé.

Os sorrisos. As danças em frente à árvore. O entrar na sala e ir direitinha à extensão onde ligamos as luzes e tentar ligá-las ela mesma. Os uaus. Os uaus outra vez. A alegria. A felicidade contagiante e comovente desta menina são um regalo para os olhos e alimento para o coração.

Está a crescer depressa, bem depressa. A mudar as feições. A corromper-nos os corações com um sentimento absoluto e até aqui desconhecido. O amor total. O amor único e incomparável que um pai e uma mãe têm e dedicam ao fruto mais perfeito da sua união. Caramba. Quão maravilhosa é esta sensação. Quão perfeitas são as suspensões do próprio tempo provocadas pela atenção constante que lhe damos nas brincadeiras, nas conversas, nos sorrisos, nos abraços, na educação que lhe estamos a dar. É um comboio imparável e incomparável este em que seguimos juntos e de mãos dadas, olhando lá para fora com a curiosidade natural de quem não sabe para onde vai mas tem uma vaga ideia do que gostava de encontrar.

A aventura continua pelo próximo ano e pela vida inteira e nós só vos podemos agradecer a dedicação, a simpatia, a bondade e a amizade com que nos têm brindado desde o começo desta viagem só de ida.

Desejamos a todos um ano de 2018 cheio daquilo que mais querem e onde cada dia mais não seja apenas mais um dia.

Abraços Ana, Martim & Leonor

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