Uma etapa que termina… outra que começa!

Foram quase 21 meses. Nunca imaginei, como já vos tinha dito uma vez. Nunca imaginei que conseguisse amamentar durante tanto tempo, que tivesse tamanha vontade e força e espírito de sacrifício que, vamos lá ver, é preciso de vez em quando, pelo meio do caminho. Sempre gostei de dar mama, mesmo quando ao início as dores eram quase insuportáveis (sim, eu sei que não era suposto e estou certa que numa próxima vez não hesitarei em pedir ajuda se precisar). 

Sempre gostei de dar mama, mesmo quando me pedias no momento em que me sentava para almoçar ou jantar. Sempre gostei de dar mama, mesmo olhando para os meus amigos a beberem um copo de gin e estando cheia de inveja. Sempre gostei de dar mama, mesmo quando me diziam que já chegava. (?? sempre adorei isto!)
Sempre gostei de dar mama, mesmo quando tu decidias fazer da mama chucha – e fizeste vezes sem conta, e ainda bem.
Sempre gostei de dar mama, mesmo que isso implicasse não poder deixar-te a dormir uma noite nos avós para nós podermos chegar mais tarde a casa sem ter que te ir arrancar da cama às 2 da manhã ou às 3 como aconteceu umas duas ou três vezes em dias especiais.

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Sempre gostei de dar mama, quando tu ficavas 40 minutos nos meus braços ou apenas 5, porque o tempo eras tu que decidias. Sem pressas.
Sempre gostei de dar mama, porque era um momento só nosso. De mais ninguém, mesmo quando o teu pai fazia questão de ficar a olhar para nós. Sempre gostei de dar mama, porque sabia que te estava a dar o Melhor. Sempre gostei de dar mama, porque estava certa que para além de alimento te estava a dar também segurança, conforto, mimo, carinho e outras ferramentas para a vida. (Faço aqui um parêntesis para deixar bem claro que uma mãe que não amamenta também dá isto tudo, calma! Quero apenas dizer que a mama não é só alimento, ao contrário do que muita gente ainda pensa).
Sempre gostei de dar mama, mas também nunca fui fundamentalista.
Sempre achei e continuo a achar que é importante que a mãe e o bebé estejam bem e com disposição, porque a amamentação é uma missão, exige muita coragem por vezes… e capacidade de abnegação.

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Dei mama em todos os lugares, sempre que pedias. Também já falei sobre isto aqui
Dei, mesmo quando às vezes não me apetecia – não foram muitas, mas aconteceu. 
Dei, mesmo quando já mal me cabias no colo de tão grande que estavas…e estás. 

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E eis que chegou o nosso momento. Senti que estava na altura e não me enganei. No dia em que experimentei não te oferecer a maminha que, aliás, pedias todos os dias ao acordar, tu não pediste, o que me permitiu ter mais força para aceitar a situação.
Ninguém me obrigou, não estava desconfortável, nada disso. Simplesmente senti que estava na altura, na nossa altura. E, de facto, só nós as duas é que poderíamos saber.
Sei que estou a ajudar-te a crescer e a dar-te mais asas. E isso é bom para ti e para mim. No fundo, se chamarmos a isto um processo, então o processo correu bem e de forma natural e até já dormiste esta noite (toda, até de manhã!!) em casa da avó Fátima. Tirando o facto de teres acordado às 5h45 e não teres deixado a tua pobre avó dormir mais, foi tudo lindo e maravilhoso. Enquanto a mãe acaba este texto, tu dormes (finalmente!!) e a tua avó deve estar a dormir a sesta também. Ganhámos todos, portanto!
Mas este assunto merece um texto só para ele, mais à frente.

Em resumo: se encararmos tudo com naturalidade e sem dramas de maior, a vida corre melhor. Sempre melhor. O fim da amamentação encaixa nesta ideia.
É apenas uma etapa que termina… e outra que começa.

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