A alegria incomparável de ver crescer uma criança

Aos quase 35 anos de vida posso perfeitamente afirmar que ver crescer a minha filha é um prazer absoluto e o maior regalo dos meus dias. É de facto uma alegria incomparável esta a de ver crescer uma criança. A minha. Vê-la conquistar pequenas vitórias diariamente. Assistir ao desbravar do mundo. À superação dos pequenos receios. À desavergonhada transposição de obstáculos rumo à independência, à autonomia, à Liberdade.

De semana para semana nota-se uma evolução incrível, sobretudo ao nível do vocabulário e da desenvoltura com que constrói frases e raciocínios. A forma como observa tudo em seu redor é uma das principais características da Leonor. Primeiro olha, vê, observa, perscruta, apreende, analisa e reage em conformidade. É assim desde que nasceu. Olhos bem abertos e arregalados. Confronta o olhar com qualquer pessoa que se lhe apresente à frente. Depois, rapidamente desce os olhos para os pés de quem ali tem por diante e lança-lhe uma mirada petulante de cima a baixo e de baixo a cima. Regra geral vira a cara depois disso. Precisa do seu tempo. De perceber que pode confiar. Que pode voltar a olhar. De soslaio. Enviesada. Atenta. Matreira e com aquele sorriso malandro que é fotocópia do paizinho. ❤

Se há coisa que me vai espantando sobremaneira é a incrível semelhança que existe entre muitas das suas expressões faciais, olhares, sorrisos, entoações das palavras, gestos… e as minhas próprias expressões ou as da Ana. É uma sensação incrível. Uma alegria incomparável.

Eles crescem, ou melhor, todos nós crescemos a uma velocidade impressionante. No entanto parece-me que as meninas se destacam claramente dos rapazes nestas tenras idades. Começa cedo a aptidão para mandar. Ahahaha

Estou claramente fascinado pela filha que tenho a felicidade de ter.

Não há palavras que cheguem para justificar a alegria incomparável que sinto ao ver crescer esta criança. A minha criança. De ser parte determinante na formação de um ser humano. No encarreirar da sua vida que ainda está tão no seu maravilhoso e belo princípio.

A responsabilidade pode ser, em alguns momentos, esmagadora e difícil de carregar, mas a compensação de a ver sorrir de felicidade e alegria é uma recompensa que a nada se compara nesta vida.

Nasci para isto. Para ser pai dela. Para a ajudar a crescer. Para lhe proporcionar tudo o que me for possível. Para, juntamente com a sua mãe e minha adorada mulher, lhe mostrarmos o mais que possamos, o mundo, a beleza das pequenas coisas (que belo podcast este do Bernardo Mendonça do Expresso), a perfeição absoluta que é esta de crescer numa família que a ama incondicionalmente. Dar-lhe asas. Deixá-la cair, levantar-se, ver com os seus próprios olhos e contar-lhe aquilo que os nossos já viram!

Tantas histórias dentro de uma história só e sobretudo dentro da sua própria história que agora vai começando a construir.

Faz muita companhia. Conversa incessantemente. Imita e repete muito do que dizemos.
Diz muita coisa em mandarim, latim, russo, servo-croata, suomi e árabe… e isso torna a coisa ainda mais divertida!

Está a crescer feliz. Saudável. Divertida. Espevitada. Curiosa. Atrevida. Encantada (passa a vida a dizer: “uaauuu”). Meiga. Dócil. Ternurenta. Rebelde. Enfim, podia continuar a despejar adjectivos durante horas, mas não é caso para tanto. Fico-me “somente” pela demonstração cabal da minha felicidade e do orgulho que sinto por ser pai desta pequenota.

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